
Pesquisa da UFCG sobre desertificação ganha destaque em conferência da ONU na Mongólia

Pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) apresentaram estudos sobre a desertificação no Semiárido paraibano durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), realizada neste mês, na Mongólia.
Promovida no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP17 reuniu representantes de governos, instituições científicas, organizações internacionais e especialistas de diferentes países para discutir medidas de combate à desertificação, à degradação das terras e aos impactos das mudanças climáticas.
A participação dos pesquisadores da UFCG ocorreu no Pavilhão Brasil, espaço oficial do país no evento. O grupo foi convidado a apresentar o estudo “Onde o sertão respira: dados a serviço de uma terra viva”, desenvolvido pelo Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a Universidade de Bristol, do Reino Unido.
Com 14 anos de atuação, o OCA desenvolve pesquisas sobre desertificação e degradação das terras no Semiárido. Os estudos utilizam trabalho de campo, sensoriamento remoto e modelagem hidrológica, transformando os resultados em ferramentas que podem auxiliar no monitoramento ambiental e na elaboração de políticas públicas.
Durante a conferência da ONU, foram apresentadas três plataformas digitais desenvolvidas a partir dessas pesquisas: o Sistema Estratégico sobre Desertificação e Seca (SEDES), a Plataforma Carbono Caatinga e o Data Nordeste. As ferramentas reúnem informações sobre o Nordeste, o Semiárido e a Caatinga e permitem ampliar o acesso a dados sobre as condições ambientais da região.
A equipe que participou da apresentação foi formada pelos pesquisadores Sabrina Holanda e Artur Lourenço, doutorandos da UFCG; Rodolfo Nóbrega, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da universidade; e Aldrin Perez, do INSA.
Para os pesquisadores, a presença na COP17 também foi uma oportunidade de mostrar à comunidade internacional que o Semiárido brasileiro possui conhecimento científico, tecnológico e social desenvolvido a partir da experiência de convivência com a seca e a variabilidade climática.
A participação no evento da ONU representa ainda um reconhecimento internacional às pesquisas realizadas no interior da Paraíba e à contribuição da ciência produzida na região para o debate global sobre desertificação e mudanças climáticas.



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